terça-feira, 20 de março de 2012

Crystal Palace de Joseph Paxton. Recreación en 3D

Impressionismo











 Se observarmos os quadros de Monet, da catedral de Rouen, veremos uma grande diferença: o colorido. Isto porque Claude Monet (1840-1926), observou a catedral em diferentes horas do dia, ou seja, sob diferentes intensidades de luz.



Monet e outros pintores dessa época perceberam que as cores da natureza se alteram constantemente de acordo com a intensidade da luz solar que incide sobre elas. Eles geralmente pintavam ao ar livre, para melhor observar os efeitos da luz sobre as pessoas, os objetos e as paisagens. Dessa forma, perceberam que podiam representar uma paisagem não como objetos individuais com cores próprias e sim como uma mistura de cores que se combinam
Essa inovação na forma de pintar teve início com Édouard Manet (1832- 1883). Ele utilizou em suas obras cores vibrantes e luminosas, abandonando o método acadêmico de suaves gradações de cores. Em 1863 Manet enviou para o salão Oficial dos Artistas Franceses a obra Almoço sobre a Relva, quadro que foi rejeitado e severamente criticado pelo comitê de seleção do salão, pois rompia com os critérios morais e estéticos da época. Manet retratou nessa obra duas mulheres, uma delas nua, em companhia de dois homens bem vestidos num piquenique.
Observe as áreas com grande luminosidade (principalmente sobre as figuras femininas) e a falta de contorno na paisagem de fundo – prenúncio do impressionismo.

Almoço sobre a Relva de Edouard Manet

Contudo, como muitas obras de outros artistas também foram recusadas, eles se organizaram e recorreram ao Imperados Napoleão III, que, sob fortes protestos, autorizou no mesmo ano a realização de uma exposição paralela ã oficial, chamada de Salão dos Recusados. Depois desse salão, vários artistas, entre eles Renoir, Degas, Pissaro, Cézanne, Sisley, Monet e Morisot, passaram a organizar suas próprias exposições (1874 a 1886). Na primeira delas, um quadro de Claude Monet, Impressão: O Nascer do Sol, surgiu ao crítico louis Leroy o nome Impressionista para denominar esse grupo de artistas, com um certo tom de desprezo

Impressões do Nascer do Sol de Claude Monet

Não só Louis Leroy, mas também muitos outros críticos de arte ¨atacavam¨ qualquer artista que não seguisse os padrões estabelecidos pela Academia.
Certa vez, Édouard Manet escreveu a seu amigo Charles Baudelaire, poeta e crítico de arte francês: ¨Os insultos chovem sobre mim como granizo¨. Ele então, permaneceu longe do grupo dos artistas impressionistas e não participou das exposições que eles organizaram, pois queria ser reconhecido no Salão oficial. Manet só conseguiu obter êxito nos últimos anos de vida. em 1870 foi persuadido por Berthe Morisot a pintar ao ar livre. Sob fortes influências de seus colegas, suas obras ganharam maior leveza.

Outras obras de Claude Monet:







O artista impressionista centrou-se, sobretudo na paisagem a seu interesse voltou-se para a natureza. Dessa forma deu pouca importância aos temas sociais como havia feito Coubert no Realismo.  Ao observar a natureza ao ar livre, o artista impressionista expressava sua relação pessoal com ela e captava em sua tela a primeira impressão percebida, a ¨sensação¨. No Impressionismo as figuras não tinham contornos nítidos, pois as linhas do contorno não existem na natureza, são abstrações usadas pelo homem para representar imagens. As cores empregadas eram as primárias (azul, vermelho e amarelo) e as secundárias (roxo, laranja e verde), todas elas aplicadas na tela com pincel, espátula, com o dedo ou diretamente do tubo, não havendo assim uma mistura das tintas na paleta.
Ao olharmos uma obra impressionista de perto vemos apenas pinceladas separadas que produzem a sensação de mancha sem contorno. Porém, se olharmos de longe, as pinceladas organizam-se em nossa retina criando formas e luminosidade. Foi preciso alguns anos para que o público descobrisse esse fato. Dessa maneira, para apreciar uma pintura impressionista, é necessário recuar alguns metros e perceber que as manchas sem contornos se organizam e ganham vida diante de nossos olhos.
O movimento impressionista, que teve sua maior expressão na pintura, também influenciou alguns escultores. Entre eles destacamos Edgar Degas (1834- 1917) e Auguste Rodin (1840 – 1917).
Edgar Degas, além de um grande pintor – participou de sete das oito exposições impressionistas - , também modelou uma série de esculturas a partir de 1880. Entretanto, apenas uma deles foi exposta, Bailarina de Quatorze Anos, em 1881, no sexto Salão Impressionista. Degas vestiu essa escultura com um saiote de bailarina e na cabeça colocou uma fita, o que causou um grande impacto no público.
Depois da morte de Degas, 74 esculturas, principalmente em cera, foram encontradas em seu estúdio. Por serem demasiadamente frágeis, essas esculturas foram modeladas em bronze e muitas delas serviram de modelo para outros escultores. Degas foi reconhecido como um grande escultor do século XIX, porém suas esculturas não são reconhecidas como as de Auguste Rodin.
No século XIX, porém suas esculturas não são reconhecidas como as de Auguste Rodin.



REALISMO



Entre 1850 e 1880 um novo movimento cultural, denominado Realismo, predominou na França e se estendeu por toda a Europa e outros continentes.

Os artistas integrantes desse movimento repudiaram a artificialidade do Neoclassicismo e do Romantismo, pois sentiam a necessidade de retratar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa, em substituição à arte inspirada em modelos do passado. Dois entre os principais pintores franceses a praticar a estética realista foram Jean-François Millet (1814-1875) e Gustave Coubert (1819-1877).

Angelus de Jean-François Millet

As Respingadeiras de Jean-François Millet

Filho de camponeses, Millet foi um dos primeiros artistas a pintar cenas da vida no campo como realmente era. Dedicou-se à pintura de paisagens puras e trabalhadores rurais. Dando ênfase ao desenho, Millet eliminou todos os ornamentos que não eram essenciais. Suas obras transmitem a dignidade de uma classe que anteriormente era retratada de forma grosseira.

Como Millet, Coubert também retratou em suas obras a vida cotidiana das classes populares. Seus quadros denunciavam as diferenças sociais que a burguesia do século XIX preferia ocultar.

Os Quebradores de Pedras de Gustave Coubert

Em O Ateliê do Pintor, Coubert declara publicamente suas opiniões sobre a sociedade em que vivia. O quadro mostra seu estúdio em Paris, onde três grupos dividem o espaço: ao centro, o artista (acompanhado da ¨verdade¨, na figura da mulher nua) pintando uma paisagem – sua terra natal- , tema considerado indigno pela corrente artística da época. À direita, retrata os amigos que o influenciaram em seu desenvolvimento como artista e homem. O principal deles é Chamfleury (sentado), fundador do moviento realista na literatura. À esquerda agrupou seus inimigos e as pessoas que eram exploradas por eles.



 O Realismo se manifestou também na escultura e principalmente na arquitetura.

Com a industrialização grandes mudanças ocorrem na Europa. As igrejas e palácios construídos nos séculos anteriores com requinte foram substituídos por fábricas, hospitais, armazéns, apartamentos urbanos, escolas, estações ferroviárias, enfim, construções civis que atendiam às necessidades de classe operária e da burguesia do século XIX. As obras de engenharia e arquitetura passaram a ser realizadas com materiais novos surgidos a partir da Revoluçào Industrial, como o ferro fundido e o concreto armado. De início, o ferro foi urtilizado com o propósito unicamente utilitário; depois tornou-se o meio de suporte habitual para cobertura de grandes espaços, como estações ferroviárias e bibliotecas públicas. Mais tarde, com objetivos mais ambiciosos, o ferro foi o material básico da delicada estrutura do palácio de Cristal de Londres, construído em 1851 por Joseph Paxton, e também a primeira  construção francesa que adotou esse material em toda a sua estrutura, a célebre torre Eiffel, obra do engenheiro Gustave Eiffel, monumento símbolo concluído em 1889. Com 300 metros de altura, foi a construção mais alta da época

Torre Eiffel

Palácio de Cristal em Londres







Palácio de Cristal em Madrid, inspirado no Palácio de Cristal de Londres

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ESCULTURA EM ARAME







Poderíamos dizer, para simplificar, que a escultura é a arte de representar algo em três dimensões: largura, altura e profundidade. Os materiais utilizados para realizar escultura são diversos: metal, mármore, argila, madeira, sucata, pedras, plásticos, resina... O arame, por ser um material de flexibilidade variável (quanto mais fino, mais fácil de manuseá-lo), é muito usado  nas esculturas.

No segundo bimestre deste ano, os alunos do Ensino Fundamental (EJA) da Escola O Acadêmico, em Canoas, desenvolveram um pequeno projeto envolvendo ESCULTURA EM ARAME. A proposta foi lançada e, para minha surpresa e alegria, os alunos ficaram muito entusiasmados com o trabalho, uniram-se e trouxeram o material solicitado em conjunto. O resultado está aí! Para você apreciar...






































Muitas pessoas acreditam que as pinturas ou esculturas abstratas são apenas obras sem formas, com cores absurdas e figuras retorcidas, criadas ao acaso. Esses pensamentos não correspondem à realidade. O artista, antes de iniciar seu trabalho, faz um projeto do que vai realizar posteriormente. É no projeto que ele estuda a harmonia das cores, formas, figuras e os dados de pesquisa que envolvem a criação. Somente depois de todo esse estudo é que a obra será iniciada.


Algumas vezes as formas das figuras escolhidas pelo artista são retorcidas e modificadas, de modo a exprimirem um sentimento, uma idéia. A diferença entre escultura abstrata e escultura figurativa é que na abstrata o artista representa o elemento como ele o "vê", enquanto na figurativa ele retrata o elemento da maneira mais próxima da realidade.

sábado, 16 de abril de 2011