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quarta-feira, 21 de março de 2012

A ARTE INTEGRADA AO COTIDIANO




Alguns artistas não têm suas obras expostas apenas em galerias e museus, suas criações ganham o dia-a-dia das pessoas em canecas, embalagens de produtos, peças do vestuário ou de decoração, vinhetas para a televisão etc.

Esses artistas muitas vezes fazem criações sob encomenda do fabricante especialmente para a embalagem do produto, como é o caso do artista brasileiro Romero Britto, que já teve suas obras em caixa de sabão em pó e lata de panetone, dentre outros.


ROMERO BRITTO, 1863, Recife

“Nasci com um dom, e quero dividir com todos “.

Um dos mais premiados artistas da nossa época. Sua arte contém cores vibrantes e composições ousadas,criando graciosos temas com elementos compostos do cubismo.
É admirado e reconhecido internacionalmente. 





Auo Retrato





quinta-feira, 18 de março de 2010

A ARTE É NECESSÁRIA

(Retirado do livro "Explicando Arte" de Jô Oliveira e Lucília Garcez)

A arte tem várias funções na sociedade e na cultura: interpretar o mundo; provocar emoção e reflexão; expressar o pensamento e a visão de mundo do artista; explicar e refletir a história humana; questionar a realidade; representar crenças e homenagear deuses, idéias, pessoas, entre muitas outras.

E nós, como apreciadores ativos, como espectadores atuantes, quando procuramos viver uma experiência estética, podemos ter vários objetivos. Uns objetivos predominam sobre os outros, mas podem surgir juntos, todos ao mesmo tempo. Estão em torno das seguintes ações intelectuais e emocionais:

Refletir, pensar, questionar:
Como nunca pensei nisto? Como as coisas podem ser vistas assim? O que isso representa? O que me diz?


Distrair
Que agradável olhar uma obra tão bem feita!



Bailarinas da Oficina Municipal de Artes de Boituva


Usufruir do prazer estético:
Como o artista soube usar bem o seu material! Que efeito interessante! Que idéia bem realizada!





Fugir da realidade:
E se as coisas fossem assim?





Diminuir a solidão:
Ele sente a mesma sensação que eu!




Entender o ser humano:
Como esse artista via o mundo de maneira diferente!



Conhecer o mundo:
Quer dizer que esta forma de comunicação representa uma época? Um período estético?








Organizar e compreender os próprios sentimentos e emoções:
Que emoção estranha eu sinto quando observo esse quadro! Será que estou gostando? Será que estou assustado com a imaginação do artista? Por que esse tema me incomoda?


Vivenciar outras realidades:
Esse quadro parece que saiu de um pesadelo! Como o autor imaginou isso?



Conhecer outra forma de ver o mundo:
Eu que nunca tinha pensado assim!




A experiência estética que a arte proporciona é uma forma de felicidade muito especial porque é transformadora. Ela nos modifica pela a emoção que proporciona. Para interagir e apreciar a arte, usamos: experiências anteriores; percepção; habilidades comunicativas, visuais e espaciais; informações; sensibilidade; imaginação. Assim, quanto mais desenvolvermos essas capacidades, competências e habilidades, mais nosa aproximamos do mundo da arte.




quinta-feira, 4 de março de 2010

ARTE NO DIA- A -DIA DAS PESSOAS



ARTE NO DIA -A -DIA DAS PESSOAS

Mesmo sem ser percebida a arte faz parte da nossa vida.

Observe a variedade de mochilas entre seus colegas de classe e também as estampas de camiseta que você usa. Por trás de toda essa variedade de modelos está o trabalho de um artista.


Em uma fábrica de automóveis, por exemplo, há departamentos de arte em que artistas estudam como deixar os veículos mais bonitos e atraentes para o consumidor.




A arte também está presente na publicidade.As embalagens, os cartazes, as músicas que ajudam a propagar e vender os produtos são uma combinação entre arte e comércio.
Num supermercado, por exemplo, observe as cores existentes nas embalagens de biscoitos. Os chocolates são embalados em caixas ou papéis que têm inscrições e desenhos feitos em tons marrons e os de morango com inscrições trabalhadas em vermelho.


As escolas de publicidade têm em seus currículos História da Arte, Desenho, técnicas de pintura, para preparar o publicitário para ser um bom profissional e atender às exigências de um público cada vez mais conhecedor da arte. A publicidade hoje até brinca com a arte usando obras de pintores famosos nas propagandas.




A arte pode ser também uma forma de expressão pessoal e de lazer.

Podemos pintar, fazer escultura, tocar um instrumento, compor uma música ou participar de um grupo teatral sem que isso esteja vinculado à indústria ou ao comércio.






















Bem, diante de tudo isso, se você prestar atenção ao seu redor, perceberá o quanto a arte está presente em seu dia-a-dia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

AFINAL, O QUE É ARTE?


AFINAL, O QUE É ARTE?


Você já pensou que muitas vezes uma única palavra quer dizer várias coisas, têm muitos significados? Tudo depende do contexto, ou seja, da situação, e às vezes até do tom que se fala.
A palavra “fera”, por exemplo. Se abrir o dicionário, você vai ver que fera é um animal selvagem, violento, que vive afastado do homem e da civilização (ou preso no zoológico). 










Tudo isso é verdade, claro.Mas de repente você escuta alguém contar um caso: “Pois é, o Antenor virou uma fera quando bateram no carro dele”. Isso não quer dizer que o tal Antenor se transformou num animal selvagem, violento e tudo o mais. E você logo entende que nessa situação, ou nesse contexto, “fera” quer dizer “furioso” ou algo parecido.



Quando Ayrton Senna ganhou uma corrida naquelas alegres manhãs de domingo, dizia-se que ele era uma “fera” . Um bicho selvagem? Lógico que não. O que queria dizer isso? Que ele era um ás no volante, um grande campeão, um constante vencedor.



A essa altura de nossa conversa você deve estar se perguntando:“Mas o qual a relação que arte tem com a palavra fera?" Bem, o que queremos é fazer o leitor pensar nos  vários significados que uma palavra pode ter conforme o contexto, a situação, para não lhe dizer que sob esse aspecto a palavra “arte” é campeã. Quer ver?

Uma palavra, muitos sentidos


Quando uma criança apronta alguma, as pessoas dizem:  “Mas essa criança vive fazendo arte”. Que tipo de “arte” a criança faz? Sobe em árvore e lá de cima ficava infernizando a vida do cachorro. Desce a ladeira de bicicleta com os braços abertos e os pés no guidão. Esconde os óculos de seu pai bem na hora em que ele ia ler o jornal... 



(imagem de Salvador Ramirez Madriz, artista conceitual mexicano / retirada do site http://www.arteffinal.coml)

Então nesse contexto qual é o significado da palavra “arte”? “Travessura” ou algo parecido? Correto. Porque a arte que vamos tentar definir, tem alguma coisa a ver com travessura.
Travessura envolve imaginação, criatividade: para aprontar uma boa mesmo é preciso pensar, dar asas à fantasia, inventar. Porque não tem graça nenhuma ficar repetindo sempre as mesmas molecagens. Também é preciso ter coragem, coragem de inventar e de fazer, de quebrar a rotina, de ser diferente, pelo menos por alguns instantes. E o prazer que isso dá é enorme: antes, quando a gente inventa a travessura; durante, quando põe em prática; e depois, quando se lembra dela. Quantos sentimentos estão em jogo, antes, durante e depois: medo, ansiedade, dúvida, alegria, remorso, saudade...





É isso que a arte tem a ver com a travessura: ela também requer imaginação, envolve ousadia, dá prazer, desperta os mais variados sentimentos.


Vamos ver outro exemplo. Você precisa fazer uma pesquisa sobre o autor Albert Sabin, aquele cientista que descobriu a vacina contra a paralisia infantil. E encontra numa enciclopédia a seguinte frase:








“Sabin foi um dos grandes nomes que contribuíram para enobrecer ainda mais a arte da medicina”.

Nesse contexto queremos dizer que o conjunto de conhecimentos e técnicas que envolvem a prática da medicina (da medicina porque esse é o nosso exemplo, mas na verdade o mesmo significado se estende a muitos outros setores da atividade humana).





E isso também tem a ver com arte? Tem. Porque a arte que estamos tentando definir exige conhecimentos e técnicas. O artista precisa dominar as técnicas de sua arte e conhecer o trabalho de outros artistas que vieram antes dele ou são seus contemporâneos.



Mas só esse tipo de conhecimento não basta. O artista precisa também – e principalmente- ter alguma coisa para dizer




Alguma coisa que é fruto de suas experiências de vida e de sua observação das experiências de outros. Em outras palavras: alguma coisa que vem a ser sua visão de mundo, sua maneira de ver o homem, a natureza, Deus.






Uma tentativa de definição

Depois desses exemplos acho que estamos mais ou menos preparados para tentar formular nossa definição.
Poderíamos dizer de modo bem simples que ...


a arte é produto da criatividade humana, que , utilizando conhecimentos e técnicas e um estilo ou jeito todo pessoal, transmite uma experiência de vida ou uma visão de mundo, despertando emoção em quem usufrui.



Quanto mais intensa essa experiência de vida e mais ampla essa visão de mundo, maior emoção a arte desperta. 










Você vê um quadro alegre e luminoso, por exemplo, e fica contente.Ou se acalme contemplando uma pintura de cores suaves. Ou ainda sente medo diante de um quadro que mostra uma cena violenta.
A emoção despertada por uma obra de arte varia muito de indivíduo para indivíduo. 








Um dia você vai ao cinema com um amigo, os dois assistem ao mesmo filme, e um sai dizendo “Que chatice!”, enquanto o outro não pára de repetir “Que beleza!”. Um se entediou, o outro se empolgou. Porque cada um entendeu ou interpretou o filme de um jeito.





E nisso está um dos fatores que constituem a grandeza da arte: ele permite várias interpretações," várias leituras”, quer dizer, várias formas de ver o mesmo produto artístico...








 E por isso desperta os mais variados sentimentos: alegria ou tristeza, serenidade ou inquietação, confiança ou medo. E muitas e muitas vezes também nos leva a pensar sobre o homem e o mundo, sobre nós mesmos e os outros.



Claro que não é uma definição completa. É só um ponto de partida para você refletir sobre o assunto, discuti-lo em classe, levantar questões e formar a própria opinião.