terça-feira, 27 de março de 2012

MODERNISMO


ARTE NO SÉCULO XX MODERNISMO


O século XX, sem dúvida, é um dos períodos mais agitados da história. Um século de grandes descobertas, tragédias e conquistas importantes: duas guerras mundiais, a invenção do avião, foguetes, a chegada do homem à lua, avanços da medicina, aparecimento de doenças até então desconhecidas, a revolução causada pela informática, enfim, tudo acontecendo e sendo divulgado pelos meios de comunicação, influenciando assim o artista moderno que a tudo vê com o seu olhar sensível e passa a se expressar influenciado por esse mundo conturbado que o rodeia.


O caminho iniciado pela arte do século XX apresentou múltiplas tendências, porém o artista não se preocupou em ajustar-se a elas. A partir do início deste século o artista buscou e ainda busca novas formas e diferentes meios e materiais para satisfazer a sua capacidade de criação. Ele não está preso ao registro realista, pois a fotografia livra-o dessa preocupação. Agora a maior importância é dada à criatividade e à livre expressão. Nesse contexto, variados estilos convivem em uma mesma época e por vezes até no mesmo lugar. 




CUBISMO




No início do século XX, em Paris, Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963) criaram um novo estilo artístico que rompeu com a idéia de arte como imitação da natureza e abandonou as noções tradicionais de perspectiva.

Esses artistas procuravam novas maneiras de retratar o que viam e, influenciados dor Cézanne, passaram a valorizar formas geométricas e s retratar os objetos como se eles estivessem partidos. Todas as partes de um objeto eram representadas num único plano ao mesmo tempo, como se o artista visse esse objeto em vários ângulos simultaneamente. A esse estilo chamamos de cubismo analítico. Nesse estilo, há predominância de poucas cores (preto, cinza e tons de marrom e ocre).

Jarro e o Cântaro - Picasso

Mulher sem camisa sentada


 As mulheres - Picasso

Em algumas obras cubistas, o artista se preocupou tanto em apresentar simultaneamente todos os lados de um objeto escolhido, que, devido à fragmentação excessiva desse objeto, ficou quase impossível reconhece-lo na pintura. Dessa forma, os cubistas criaram o cubismo sintético, que buscou recuperar um pouco a imagem real do objeto tornando as cores mais fortes e as formas mais decorativas. Outra característica do cubismo sintético é a utilização de colagem. Elementos como letras, números, pedaços de jornal, vidros, madeira etc. foram introduzidos nas pinturas.


Três Músicos - Picasso

As obras de Pablo Picasso, foi dividida em três fases:
A fase azul-  
Seu melhor amigo havia morrido e Pucasso sentia-se sozinho e triste. Ao mesmo tempo ninguém comprava suas obras. Ele estava quase passando fome.

Melancólico ele passa a pintar usando tons de azul. O azul às vezes é uma cor muito triste.Todas as personagens dessa fase parecem tristes e solitárias.


O Velho Violinista,1903 Inst. Arte de Chicago, Picasso



A fase Rosa-
A fase azul terminou quando Picasso conheceu uma moça chamada Fernanda. Eles se apaixonaram e logo suas pinturas passaram a ter uma cor mais alegre. Esse foi o início da fase rosa.

Nessa fase, não só as cores mas também os temas de Picasso eram mais alegres. Ele retratou a arte circence, geralmente mostrando os artistas e seus animais. Entretanto, essa fase não durou muito tempo, pois Picasso descobriu uma nova maneira de pintar, diferente e emocionante.

Familia de Saltimbancos, 1905, Galeria Nacional de Arte, Washington, de Picasso


Fase Cubista-
Picasso desnvolve um novo estilo: o cubismo, que consiste em geometrizar as formas. É como se a imagem tivesse sido quebrada em pequenos fragmentos.
 Observe a imagem abaixo é possível distinguir a mulher e o violão. Dá prá descobrir alguma outra coisa?



O Poeta


FOVISMO





Nos primeiros anos do século XX, um grupo de artistas, entre eles Henri Matisse (1869-1954), Maurice de Vlamink (1876-1958) e André Derain (1880-1954), passou a usar a cor como o elemento mais importante da obra de arte. Para eles, o desenho, as linhas e a
  perspectiva ficaram em segundo plano, pois vinham como princípio a simplificação das formas e o uso das cores puras, tal como estão nos tubos de tinta.

Henri Matisse chegava a dizer que procurava pintar com a pureza de uma criança ou de um selvagem, que usam a cor apaixonadamente. Em 1905, no Salão de Outono de Paris, o crítico de arte Louis Vauxcelles, ao observar os quadros tão agressivamente coloridos, os chamou de feras (fauves, em francês), dando origem ao termo fovismo.

Os artistas fovistas usavam as cores puras, sem misturá-las, para obter gradações de tons, de maneira instintiva e não intelectual. O fovismo influenciou toda a arte desde o início do século XX até a atualidade.





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